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Setimo Dia

Era o sétimo dia, estava ele ali sentado quieto a descansar, agradava-lhe o geral da criação. Olhava e sentia contentamento com o que havia criado.
Aproximou-se dele Gabriel, o raio do arcanjo vinha de novo com aquele ar de preocupado. Que chato ter criado seres tão perfeitos, sempre preocupados com tudo e com todos. Mas pronto tinha de os perdoar afinal de contas, assim assexuados, tinham de inventar coisas para se entreterem e para imperfeito já chegava aquele que saiu com defeitos o Lucifer.
Gabriel, aproximou-se e com a sua habitual delicadeza, questionou sobre a preocupação que tinha no momento. Teria Deus contemplado os humanos com a eternidade como fizera aos Anjos, e se o fizera aonde haveria espaço para os arrumar todos no céu, visto que seriam tantos ao longo tempo.
Então Deus condescendente olhou Gabriel, e pensou que de facto poderia conviver a eternidade com todos estes seres que nunca o compreenderiam.
Deus prometera a eternidade aos humanos, mas não sobre a forma de vida individual, ao individuo daria o descanso eterno da morte, mas a eternidade da espécie seria perpetuada pela reprodução. Aos homens dera o sexo e capacidade de reprodução, e a eles restava garantir a sua eternidade.

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